ADPEP promove live neste Dia do Orgulho Autista; reveja aqui a live

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Nesta quinta-feira (18), Dia do Orgulho Autista, a ADPEP transmitiu mais uma live, desta vez com o tema “Dia do Orgulho Autista: Avanços e Perspectivas.

Participaram a Defensora Pública Clarice dos Santos Otoni, representante da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da ANADEP, e Nayara Barbalho, Coordenadora Estadual de Políticas para o Autismo e membro da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Autismo do CFOAB.

Assista novamente a live aqui

Durante toda a live foi intensamente citada a Lei estadual 9.061, aprovada no mês de maio, que cria a política estadual e o sistema estadual de proteção à pessoa com autismo.

Nayara Barbarbalho, que coordena essas políticas no Pará, destacou que: “A Lei Estadual tem um diferencial que é reconhecido inclusive por outros estados, trazendo em seu bojo a execução da política, detalhando a forma e o orçamento para executar a Lei e versa sobre a capacitação, que é um importante instrumento dessa política”.

A Lei Estadual é oriunda da Lei Federal 13.977, de 2020, que cria a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea).

Nayara Barbalho, explicou que: “a questão do mapeamento sempre foi um problema em todo o Brasil e, agora, com a emissão da carteira, vamos mapear a demanda de autistas no Pará”.

A Defensora Clarice Otoni salientou que a carteira é apenas um ponto da ampla política estadual, a qual traz diversos instrumentos, explicando que: “O instrumento da capacitação, por exemplo, é importantíssimo, pois, sem capacitação, não se tem inclusão”.

CAPACITAÇÃO

Às 18h desta quinta-feira ocorre no site da Escola de Governo mais uma capacitação destinada a qualquer pessoa interessada em participar. Basta se inscrever e participar do webinário no site da escola de governança.

Durante a Live, Nayara Barbalho informou o lançamento do programa de capacitação de autismo no Pará com o objetivo de capacitar não apenas os servidores do estado, mas todo e qualquer profissional e também as famílias, pois, segundo a mesma “sem a capacitação delas, não há tratamento eficaz para o autismo” esclarecendo que a capacitação vai ocorrer aos poucos, a princípio um município de cada regional por vez.

Outro ponto discutido na live foi a importância da criança com autismo ter o acompanhamento escolar adequado. Nayara Barbalho, destacou que: “não adianta eu ter o acompanhamento terapêutico da criança e não ter o acompanhamento escolar. E além de termos um bom acompanhamento terapêutico e educacional, ainda é necessário que as famílias se engajem, que elas estejam capacitadas, pois são necessárias várias coisas para que tenhamos sucesso no tratamento”.