Apoiado pela ADPEP, Defensor participa de Fórum e explica à comunidade de Itupiranga impactos da derrocada do Pedral de São Lourenço

O evento, que aconteceu na cidade de Itupiranga (PA), discutiu o futuro das comunidades que devem ser impactadas pela construção de uma hidrovia, planejada com a derrocada do Pedral.

435

Centenas pescadores que vivem na região do rio Tocantins, no sudeste do Pará, se reuniram na última quinta-feira (4) para o I Fórum Socioambiental das Comunidades Ribeirinhas, Extrativistas no Entorno do Pedral de São Lourenço. O evento, que aconteceu na cidade de Itupiranga (PA), discutiu o futuro das comunidades que devem ser impactadas pela construção de uma hidrovia, planejada com a derrocada do Pedral.

O Fórum contou com o apoio da Associação dos Defensores Públicos do Pará (ADPEP), da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), Embrapa e de outros grupos de apoio às comunidades ribeirinhas e preservação ambiental. A Defensoria Pública atuou tirando dúvidas da população sobre os processos do empreendimento.

Apoiado pela ADPEP, o Defensor Público Agrário Rogério Siqueira dos Santos participou, na última quinta-feira (4), da mesa “Comunidade, Estado e Universidade”. Ele atua nos municípios de Marabá São Geral do Araguaia e Piçarra (termo de São Geraldo do Araguaia). “O objetivo deste evento é dar visibilidade ao povo daquela região, colocando-o como protagonista no debate sobre o direito ao seu território”, explicou.

Imagem aérea do pedral que será explodido. População local será afetada por conta da interferência no rio.

O evento também esclareceu para s comunidades detalhes da execução da obra, ressaltando as consequências que isso pode causar. Como o Pedral será explodido, foram abordados os efeitos que essa ação deve causar na economia local.

O projeto foi proposto pelo governo federal há 10 anos. Orçado em R$ 600 milhões, a obra busca dar mais trafegabilidade ao rio Tocantins. A empresa “DTA Engenheira” irá executar o empreendimento. Em março deste ano, o governo anunciou que começaria as explosões das pedras. Essa ação deve atingir diretamente a economia da população local, pois irá interferir no ecossitema, explica o Defensor Público.

Defensor Público Agrário Rogério Siqueira dos Santos (ao centro).

“Nós ficamos agradecidos pelo apoio da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Pará. Nossos sinceros agradecimentos pelo apoio”, disse o Defensor.